
A Igreja Católica vê as mudanças climáticas como um problema de justiça social, onde os mais pobres e vulneráveis são os que mais sofrem com os impactos da crise climática. A Igreja também reconhece a importância de proteger a “casa comum“, como ela chama o planeta, e de cuidar de todos os seres vivos.
Os católicos estão preocupados com as mudanças climáticas porque seus efeitos afetam todos os seres vivos, e muito mais gravemente os mais vulneráveis. O chamado é AGIR e entrar na comunhão do Espírito pelo bem de nossos irmãos e irmãs em todos os cantos do planeta.
A Igreja Católica tem demonstrado um crescente compromisso com a questão das mudanças climáticas, especialmente sob o pontificado do falecido Papa Francisco. A Igreja vê as mudanças climáticas como um problema de justiça social, com os mais pobres e vulneráveis sendo os mais afetados. O falecido Papa Francisco usou sua autoridade para alertar sobre a urgência da situação e para chamar a sociedade a uma ação conjunta.
O Papa Francisco se destacou como um líder global na discussão sobre as mudanças climáticas, com suas encíclicas, como a “Laudato Si‘”, e seus discursos a alertar sobre a necessidade de agir. Ele chamou a atenção para os impactos das mudanças climáticas, especialmente nos países em desenvolvimento, e para a importância de proteger o meio ambiente.
Na encíclica Laudato Si, o Papa Francisco enfatiza a ligação intrínseca entre a questão ambiental e a questão social. A Igreja vê os pobres como os mais afetados pelas mudanças climáticas e outros danos ambientais, e à ação coletiva para proteger os mais vulneráveis
Vale ressaltar que São Francisco de Assis, cuja vida influenciou o Papa Francisco, conhecido por seu profundo respeito pela natureza e pelos animais, pode ser considerado um importante precursor da preocupação moderna com as mudanças climáticas. Sua vida e ensinamentos inspiram a atual preocupação com o meio ambiente, especialmente por meio da mensagem da “casa comum” defendida pelo Papa Francisco.
São Francisco de Assis via o universo como um reflexo da criação divina e tratava todos os seres, incluindo animais e plantas, com carinho e respeito. A mensagem de São Francisco sobre a interdependência de todas as criaturas e a necessidade de cuidado com a natureza se alinha com o conceito de “ecologia integral“, que busca uma visão mais ampla da crise ambiental, com foco na justiça social e no cuidado com o planeta.
O novo Papa, o americano Robert Francis Prevost, defende que o mundo deixe as palavras de lado e se comprometa com ações práticas de combate à mudança do clima. E a Igreja Católica tem se engajado em diversas ações para combater as mudanças climáticas, como a promoção de práticas sustentáveis em suas instituições, a conscientização de seus membros e a participação em eventos internacionais, como a COP28.
Quando cardeal, o agora Papa Leão XIV participou de um seminário em Roma no fim de 2024 que discutiu a crise ambiental. “O domínio sobre a natureza – uma tarefa que Deus deu à humanidade – não deve se tornar tirânico”, disse à época. No discurso, ele advertiu contra as consequências “nefastas” do desenvolvimento tecnológico e defendeu o empenho da Igreja na proteção do ambiente, enumerando exemplos, como a instalação de painéis solares no Vaticano e a conversão para veículos elétricos na frota da igreja dentro do país. Até 2030.
Vale ressaltar que a Igreja Católica, com sua vasta rede de fiéis e organizações, tem uma grande influência na sociedade civil e política. A Igreja tem utilizado sua voz para pressionar governos e empresas a adotarem medidas mais eficazes para combater as mudanças climáticas.
A Doutrina Social da Igreja também desempenha um papel importante na sua abordagem às mudanças climáticas. Ela enfatiza a importância da proteção da dignidade humana, do cuidado com o meio ambiente e da promoção da justiça social.
E Jesus Cristo falou sobre o Meio Ambiente: 1. “Todas as coisas foram feitas por intermédio d’Ele; sem Ele, nada do que existe teria sido feito” (João 1, 3). 2- “Então, disse Deus: ‘Cubra-se a terra de vegetação: plantas que deem sementes e árvores cujos frutos produzam sementes de acordo com as suas espécies’. E assim foi.

Acredito que a humanidade deve preservar o equilíbrio. Em virtude de nossa inteligência, o homem deveria ser a única criação de Deus com a responsabilidade global de manter o planeta no equilíbrio ecológico encontrado quando da criação da Terra.
Chamado a cultivar e guardar o jardim do mundo, o homem detém uma responsabilidade específica sobre o ambiente de vida, ou seja, sobre a criação que Deus pôs ao serviço da sua dignidade pessoal, da sua vida: e isto não só em relação ao presente, mas também às gerações futuras.
A Bíblia diz em 1 Coríntios 4:2: “Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.” Assim como Adão e Eva deveriam zelar e cuidar da criação divina, nós devemos ter a mesma postura hoje com relação ao meio ambiente e os recursos naturais que estão disponíveis em nosso planeta.
Desta forma, para igreja católica o homem é responsável pelos cuidados do meio ambiente, como parte da criação de Deus, garantindo assim que as futuras gerações também tenham a direito de investir na sustentabilidade
Vale aqui ressaltar que o falecido Papa Francisco defendia uma visão holística da criação divina, enfatizando que a natureza é um dom de Deus e que os humanos são responsáveis por cuidar dela, não a dominar. Ele propôs a “ecologia integral“, que conecta o cuidado com a natureza à justiça social e à dignidade humana. A sua mensagem é de que a terra é a “casa comum” e que devemos cuidar dela como um lar, com responsabilidade e respeito, para garantir a vida para todos.
Em resumo, a vida e os ensinamentos de São Francisco de Assis, que o Papa Francisco elegeu como modelo, servem como um importante lembrete da necessidade de cuidar do meio ambiente e de agir para enfrentar as mudanças climáticas. Sua mensagem de respeito pela natureza e pelas criaturas inspira a atual preocupação com a crise climática e a necessidade de uma mudança de atitude para garantir um futuro sustentável para todos.
Eduardo Cairo Chiletto
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