O Amor e as Mudanças Climáticas.

Amar é também proteger o Planeta Terra que oferecemos a quem amamos.

O amor pela minha esposa Rita de Cassia, pela minha irmãzinha Maria Claudia e pelos meus filhos: Bernardo, Tatiana e Giovanna foram um catalisador poderoso para eu escrever artigos sobre as mudanças climáticas. A preocupação com minha família e com o futuro de meus amados filhos me motivou a me engajar em práticas mais sustentáveis e inclusive a cobrar ações governamentais como por exemplo, a minuta que elaborei do Plano de Governo e encaminhei para todos os 03 candidatos a prefeitura de Cuiabá/MT/Brasil, que tem por base todos os 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Ou seja, uma minuta que foi um apelo à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todo o município de Cuiabá, pudessem desfrutar de paz e de prosperidade. Estes são os objetivos para os quais, através das orientações das Nações Unidas, eu elaborei a minuta para contribuir como cidadão, a fim de que possamos atingir a Agenda 2030 e a territorialização dos ODS em Cuiabá.

O cuidado com o planeta é uma forma de amor — por nós mesmos, pelos nossos filhos (pelas futuras gerações) e por todas as pessoas e formas de vida. Combater as mudanças climáticas é um ato de compaixão e responsabilidade.

O questionamento que faço a vocês leitores é: Se suas famílias, assim como seus pais ou filhos estivessem passando fome por causa das mudanças climáticas você ficaria de braços cruzados? Com toda a certeza não!!! Pois é… as mudanças climáticas estão diretamente relacionadas ao aumento da fome em diversas regiões do mundo. Eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, afetam a produção de alimentos, elevando os preços e dificultando o acesso a alimentos para populações vulneráveis. E vale ressaltar que estimativas da ONUOrganização das Nações Unidas sugerem que até 2030, as mudanças climáticas podem levar a 95 mil mortes adicionais de crianças menores de cinco anos a cada ano.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial da SaúdeOMS, a poluição do ar, exacerbada pelas mudanças climáticas, causa a morte de 1.7 milhões de crianças com menos de 5 anos anualmente, e um em cada quatro menores de 5 anos morre por causa da poluição atmosférica.

É preciso que você leitor possa agir com humanidade adquirindo novos hábitos mais apropriados sob o prisma da ética e da moral distanciando-se da ignorância, estupidez, desamor… É educar-se sendo mais benévolo, enfim, evoluir o seu “eu espiritual”.

O amor pela família e em especial pelos filhos pode ser uma força poderosa para a mudança. A preocupação com o futuro deles pode motivar os pais a agir, buscando soluções e promovendo um futuro mais sustentável. O amor pelos filhos pode ser um motor para a ação contra as mudanças climáticas. Ao educar, adotar práticas sustentáveis, cobrar ações e manter a esperança, os pais podem construir um futuro melhor para seus filhos e para o planeta

As mudanças climáticas afetam a vida de todos, incluindo as relações pessoais, e o amor pode ser uma força poderosa para impulsionar ações de combate às mudanças climáticas. Além disso, a forma como lidamos com o amor e os relacionamentos pode refletir a nossa atitude em relação ao planeta. Sabemos que as mudanças climáticas afetam a vida de todos, incluindo as relações pessoais, e o amor pode ser uma força poderosa para impulsionar ações de combate às mudanças climáticas.

Eventos climáticos extremos, como secas e inundações, podem causar estresse e conflitos em famílias e comunidades, levando a dificuldades nos relacionamentos. O estresse ambiental (como eventos climáticos extremos) pode afetar a estabilidade emocional das pessoas e por consequência, seus relacionamentos. Desta forma, o amor pela família, amigos e comunidades pode ser uma forte motivação para agir no combate as mudanças climáticas. 

Movimentos climáticos muitas vezes nascem do amor: 1. Amor pela natureza; 2. Amor por comunidades vulneráveis; 3. Amor por nosso cônjuge, nossos filhos e netos. 4. Amor a Deus. Desta forma, esse sentimento pode ser uma poderosa motivação para agir.

Assim como o amor transforma indivíduos, a luta contra as mudanças climáticas exige uma transformação coletiva — de hábitos, economias, valores.

E segundo o Grão Mestre Templário Dom Albino: “… A vida é fruto do amor, desta feita, não tem como falar da vida, sem falar do amor. A vida é a explosão do amor em toda sua magnitude. A vida é o resumo e a imensidão do Universo e o Universo é o fluído vital da vida em Deus…”. “… Ao receber a vida é importante que o homem plante árvores, cultive a paz, o amor, a bondade, a concórdia e a harmonia para que em sua partida, ele carregue consigo o melhor da vida e não, as suas dores e amarguras”.

Vou fazer uma pergunta a vocês leitores: Vocês pretendem deixar algum legado – conjunto de valores, ensinamentos, lembranças e realizações para as gerações futuras? que ensinamentos, emoções e valores vocês pretendem transmitir a todos com quem convive e a humanidade?

Todos aqui que estão lendo este artigo nasceram, como eu falava como professor para meus alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo de Projeto 9 – Habitação de Interesse Social: Em “berço de ouro“. Explico:

Não por nascerem ricos em dinheiro, mas ricos da graças de Deus pela oportunidade que a vida lhes deu para estudar, ter boa educação familiar, trabalhar e ser hoje quem são, ocupando inclusive alguns cargos de chefia.

Isso é um grande privilégio se contarmos que no Brasil 70% da nossa população não nasceu com essas condições e que possuem rendimento abaixo do salário mínimo. E que o mapa da nossa pobreza revela que 29,6% dos brasileiros tem renda familiar inferior a R$ 497,00 mensais. Isso significa que aproximadamente 62,9 milhões de brasileiros vivem nessa faixa de renda, o que é considerado um patamar de pobreza. 

Então volto a dizer: Somos privilegiadíssimos pelas graças de Deus, pelos Espíritos de Luz e por podermos trabalhar e sermos quem somos hoje, ocupando cargos e funções que podem e devem proporcionar melhor qualidade de vida aos nossos irmãos que não nasceram com esses privilégios ou bençãos.

A minha grande angústia é: O que estamos esperando? Vamos deixar as “mudanças climáticas” engessar nossas almas e vidas? Um fato veio a minha mente agora…

Os compositores e cantores Chico Buarque e Tom Jobim no ano de 1968 no Festival Internacional da Canção ganharam o primeiro lugar com a lindíssima música “Sabiá” e mesmo assim o público vaiou. E vocês sabem o porquê né?

Porque Geraldo Vandré tirou o segundo lugar com a música: “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Fores” e a plateia a queria como primeiro lugar. Segue um dos trechos da letra da canção que tem tudo a ver com este artigo:

“…Pelos campos há fome / Em grandes plantações / Pelas ruas, marchando / Indecisos cordões…”

Na época eu só tinha 07 anos de idade e 57 anos depois ainda vemos fome nos campos… O que me deixa muito triste e reflexivo. Entram prefeitos, governadores, presidentes, vereadores, deputados e senadores e a população carente continua passando fome 57 anos depois.

Hoje com a possibilidade de importante parceria com a ONU através dos ODSObjetivo do Desenvolvimento Sustentável, temos condições de sermos protagonistas e mudarmos um pouco (ou muito) isso e deixarmos um legado para as futuras gerações.

Convido os colegas para colocar mais um trecho da letra da música do Geraldo Vandré em ação: “…Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer…”

Há muitas pessoas passando fome e que não podem esperar meses para proporcionar um prato de comida decente aos seus filhos e família. Todos os leitores aqui, possuem família, não é? Vocês gostariam de ver seus filhos ou pais passando fome? Com toda a certeza não!

Volto a dizer: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer“. Temos a história em nossas mãos!

Amigos leitores, desejo de coração que Deus e os Espíritos de Luz possam iluminar todos vocês e que vocês possam iniciar uma atitude no combate as Mudanças Climáticas e ação em prol da população carente, dos despossuídos, como fez a Irmã Dulce na Bahia, também chamada de Santa Dulce dos Pobres. Fundada em 1959, a OSIDObras Sociais Irmã Dulce é um complexo de saúde e assistência social que oferece atendimento gratuito a milhões de pessoas carentes na Bahia, nas áreas de saúde, assistência social, pesquisa científica, ensino em saúde e educação.  A OSID é um dos maiores complexos de saúde do Brasil.

Importante destacar que a Irmã Dulce deixou um legado e ela é uma inspiração para muitos brasileiros e estrangeiros que se dedicam a causas sociais e humanitárias.

Como está na letra da música de Flávio Venturini (Por Mais): “…Por mais que o mundo esteja dividido / A vida é pra somar / Faz do coração, abrigo / Abre a porta, deixa o amor entrar…” (https://www.youtube.com/watch?v=-1D2ISK2s6g)

Como publicado pelo Grão-Mestre Templário Dom Albino Neves: “… O importante é preparar os filhos para que eles prossigam a viagem, deixando pelo caminho as marcas que carregamos de respeito, de carinho, de honestidade e acima de tudo de amor, pois o mundo se transforma a partir de nós, de nossas ações, desta feita o amor que plantamos no coração dos filhos é o combustível para a construção de um novo mundo“.

Um novo tipo de amor está emergindo: mais consciente, menos consumista, mais conectado com o mundo ao redor. Amar em tempos de crise climática é também viver de forma mais ética, reduzindo impactos e cuidando uns dos outros.

Porque amar hoje, é também plantar árvores, reduzir o consumo, educar filhos com consciência ambiental. O amor deles é verde, não de inveja, mas de esperança.

O amor a Deus e aos filhos pode ser um motor para a ação contra as mudanças climáticas. Ao educar, adotar práticas sustentáveis, cobrar ações e manter a esperança, os pais podem construir um futuro melhor para seus filhos e para o planeta. Ou seja: O amor pela família, comunidade e natureza pode inspirar mudanças individuais e coletivas em direção a um futuro mais sustentável

Volto a dizer: Como me ensinaram meus amados e falecidos pais (Carlos Ricardo Chiletto e Yara Cairo Chiletto) que tinham grande amor pelos seus filhos: “Palavras o vento as leva. Ação leva ao coração“. Desta forma, é crucial que a humanidade aja urgentemente em relação às mudanças climáticas. As consequências do aquecimento global já são visíveis e podem se intensificar se não houver AÇÕES concretas para mitigar o problema.

Ou seja, o amor pelo planeta, pelas pessoas, pela justiça social e por nossos filhos e família pode nos motivar a construir um futuro mais sustentável e resiliente. O amor verdadeiro se manifesta em ações de cuidado, respeito, confiança e entrega, tanto nas pequenas quanto nas grandes coisas da vida

Eduardo Cairo Chiletto

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About Eduardo Cairo Chiletto

Arquiteto e Urbanista - Presidente da Academia de Arquitetura e Urbanismo-MT. Coordenador Nacional de Projetos da PAGE - Brasil (2018 - 2023). Secretário de Estado de Cidades-MT (2015-2016)... Conselheiro e Vice-presidente do CAU/MT - Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso (2015-2017)
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