
As mudanças climáticas são uma séria ameaça à vida terrestre, com impactos que vão desde a perda de biodiversidade até a intensificação de eventos climáticos extremos. O aquecimento global, impulsionado pelas emissões de gases de efeito estufa, afeta ecossistemas, espécies e comunidades em diversas escalas.
O ODS 15 tem como objetivo proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, incluindo florestas, zonas húmidas, montanhas e terras áridas. Ele também visa combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Mudanças climáticas estão diretamente relacionadas com este ODS, pois afetam diretamente a saúde e a sustentabilidade dos ecossistemas terrestres.
Importante ressaltar os impactos que as mudanças climáticas afetam as espécies e ecossistemas:
- Perda de biodiversidade: A mudança na temperatura e nos padrões de precipitação pode levar à migração de espécies para áreas mais adequadas, à extinção de outras que não conseguem se adaptar, e à alteração nas interações entre espécies.
- Mudança nos habitats: O aumento do nível do mar, a desglaciação e a desertificação podem levar à perda de habitats e à fragmentação dos ecossistemas.
- Intensificação de eventos extremos: Secas, inundações, incêndios florestais e tempestades podem causar grandes danos aos ecossistemas, afetando a produção de alimentos e a saúde das comunidades.
- Impacto na cadeia alimentar: A alteração nas condições climáticas pode afetar a disponibilidade de alimentos e recursos, levando a mudanças nas populações e na dinâmica das cadeias alimentares.
E como as Mudanças Climáticas podem afetar a vida humana? As mudanças climáticas podem reduzir a produção agrícola, afetar a pesca e aumentar os riscos de desnutrição. Além disso afetam:
- Saúde humana: O aumento da temperatura, a proliferação de vetores de doenças e a contaminação da água e do ar podem ter sérias consequências para a saúde humana.
- Deslocamentos ambientais: O aumento do nível do mar, a desertificação e a intensificação de eventos extremos podem levar a deslocamentos massivos de pessoas, especialmente em regiões costeiras e agrícolas.
- Conflitos sociais: A escassez de recursos como água e alimentos pode gerar conflitos sociais e políticos.
Mas então como podemos agir?
- Reduzir as emissões de gases de efeito estufa: Isso inclui a transição para fontes de energia renováveis, a melhoria da eficiência energética, o uso de transporte mais sustentável e a promoção de práticas agrícolas sustentáveis.
- Adaptar-se aos impactos das mudanças climáticas: Isso inclui a construção de infraestruturas resilientes a eventos extremos, a promoção de práticas de gestão de água e solos, e a implementação de sistemas de alerta precoce.
- Restaurar ecossistemas: O plantio de árvores, a recuperação de áreas degradadas e a proteção da biodiversidade são medidas importantes para melhorar a resiliência dos ecossistemas às mudanças climáticas.
- Educação e conscientização: É fundamental que a sociedade se conscientize sobre os riscos das mudanças climáticas e a importância de agir para mitigá-las e adaptar-se aos seus impactos.
Segundo o site das Nações Unidas Brasil: Muitas pessoas pensam que as mudanças climáticas significam principalmente temperaturas mais altas. Mas o aumento da temperatura é apenas o começo da história. Como a Terra é um sistema, onde tudo está conectado, mudanças em uma área podem influenciar mudanças em todas as outras. As consequências das mudanças climáticas agora incluem, entre outras, secas intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades catastróficas e declínio da biodiversidade.
Importante destacar que o objetivo do ODS 15 – Vida Terrestre é: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Cujas metas são:
15.1 Até 2020, assegurar a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de água doce interiores e seus serviços, em especial florestas, zonas úmidas, montanhas e terras áridas, em conformidade com as obrigações decorrentes dos acordos internacionais;
15.2 Até 2020, promover a implementação da gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento, restaurar florestas degradadas e aumentar substancialmente o florestamento e o reflorestamento globalmente;
15.3 Até 2030, combater a desertificação, restaurar a terra e o solo degradado, incluindo terrenos afetados pela desertificação, secas e inundações, e lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação do solo;
15.4 Até 2030, assegurar a conservação dos ecossistemas de montanha, incluindo a sua biodiversidade, para melhorar a sua capacidade de proporcionar benefícios que são essenciais para o desenvolvimento sustentável;
15.5 Tomar medidas urgentes e significativas para reduzir a degradação de habitat naturais, deter a perda de biodiversidade e, até 2020, proteger e evitar a extinção de espécies ameaçadas;
15.6 Garantir uma repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos e promover o acesso adequado aos recursos genéticos;
15.7 Tomar medidas urgentes para acabar com a caça ilegal e o tráfico de espécies da flora e fauna protegidas e abordar tanto a demanda quanto a oferta de produtos ilegais da vida selvagem;
15.8 Até 2020, implementar medidas para evitar a introdução e reduzir significativamente o impacto de espécies exóticas invasoras em ecossistemas terrestres e aquáticos, e controlar ou erradicar as espécies prioritárias;
15.9 Até 2020, integrar os valores dos ecossistemas e da biodiversidade ao planejamento nacional e local, nos processos de desenvolvimento, nas estratégias de redução da pobreza e nos sistemas de contas;
15.a Mobilizar e aumentar significativamente, a partir de todas as fontes, os recursos financeiros para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas;
15.b Mobilizar recursos significativos de todas as fontes e em todos os níveis para financiar o manejo florestal sustentável e proporcionar incentivos adequados aos países em desenvolvimento para promover o manejo florestal sustentável, inclusive para a conservação e o reflorestamento;
15.c Reforçar o apoio global para os esforços de combate à caça ilegal e ao tráfico de espécies protegidas, inclusive por meio do aumento da capacidade das comunidades locais para buscar oportunidades de subsistência sustentável.
De acordo com o relatório apresentado pelo Brasil na ONU, apenas 8,2% das metas foram plenamente alcançadas no período de 2016 a 2022. 20,7% das metas evoluíram positivamente, 15,4% não mostraram progresso e 13,6% sofreram retrocessos. 42% das metas não puderam ser avaliadas devido à falta de dados.
Importante ressaltar que o ODS 15 e as mudanças climáticas estão profundamente interligados. Pois proteger a vida terrestre é essencial para estabilizar o clima do planeta, e enfrentar as mudanças climáticas é fundamental para conservar a biodiversidade e os ecossistemas. Políticas públicas, educação, ciência e ação comunitária são fundamentais para alcançar ambos os objetivos. Com ações que Integram o ODS 15 e a Luta Contra as Mudanças Climáticas como:
- Reflorestamento e restauração de áreas degradadas
- Combate ao desmatamento ilegal
- Criação de unidades de conservação
- Agricultura regenerativa
- Educação ambiental e envolvimento de comunidades locais
- Iniciativas de pagamento por serviços ambientais (PSA)
Próximo artigo será: ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes – Mudanças Climáticas.
Eduardo Cairo Chiletto