
Segundo o site 6barra8: “A inteligência artificial (IA) não será a salvação ou a ruína do planeta por si só, mas já se mostra uma ferramenta decisiva na luta para garantir um futuro sustentável. Esta tecnologia revolucionária está sendo empregada para monitorar o meio ambiente, prevenir desastres naturais, melhorar o uso de energias renováveis e proteger ecossistemas frágeis com eficácia inédita”.
Há grandes esperanças de que a inteligência artificial (IA) possa ajudar a enfrentar algumas das maiores emergências ambientais do mundo. Entre outras coisas, a tecnologia já está sendo usada para mapear a dragagem destrutiva de areia e mapear as emissões de metano, um potente gás de efeito estufa
No entanto, a relação entre inteligência artificial (IA) e mudanças climáticas é cada vez mais importante e estratégica. A IA pode ser tanto uma aliada no combate à crise climática quanto uma ameaça potencial, dependendo de como é usada.
O avanço acelerado da IA frequentemente supera a capacidade das instituições reguladoras de criar normas eficazes. Sem regulamentação adequada, surgem brechas que podem ser exploradas para práticas antiéticas ou ilegais, prejudicando indivíduos e comunidades inteiras.
Mas como a IA pode ajudar na luta contra as mudanças climáticas?
Satélites com IA detectam desmatamento, emissões de carbono e mudanças no uso do solo em tempo real. Modelos climáticos mais precisos ajudam a prever eventos extremos como secas, enchentes e furacões. E a IA pode processar grandes volumes de dados para identificar padrões complexos e prever eventos climáticos extremos com maior precisão, permitindo que comunidades e governos se preparem e se adaptem melhor.
Na área da agricultura: sistemas baseados em IA otimizam irrigação, uso de fertilizantes e plantio, reduzindo emissões e desperdícios, ajudando os agricultores a se adaptarem a novas condições climáticas.
A IA ainda pode ser usada para monitorar mudanças ambientais, como o derretimento de geleiras, a desmatamento e a poluição, permitindo ações mais eficazes de conservação, adaptação e mitigação.
Entretanto existem riscos e desafios na utilização da IA:
1. Pegada de carbono da própria IA: Treinar grandes modelos de IA consome muita energia e a energia usada pode vir de fontes fósseis, dependendo da infraestrutura.
2. Uso indevido: A IA pode ser usada para manipular informações sobre o clima ou favorecer interesses de setores poluentes. Deepfakes (conteúdos falsos) desinformação podem dificultar o debate público.
3. Desigualdade tecnológica: Países ricos têm mais acesso a IA para adaptação e mitigação climática. E isso pode aumentar a desigualdade entre países do norte e sul global.
Existem caminhos para uma IA sustentável:
- Fontes de energia limpa para alimentar data centers.
- Transparência e responsabilidade ética no uso da IA climática.
- Cooperação internacional para acesso equitativo à tecnologia.
- Desenvolvimento de IA “verde”, que use menos dados e consuma menos energia.
Ou seja: A IA tem um potencial significativo para acelerar a resposta global às mudanças climáticas. No entanto, é crucial que seu desenvolvimento e implementação sejam feitos de forma responsável, considerando os impactos ambientais e sociais. A colaboração entre pesquisadores, governos, empresas e sociedade civil é essencial para garantir que a IA seja usada como uma ferramenta para construir um futuro mais sustentável.
Vale ressaltar que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada no Brasil, terá a inteligência artificial como um tema central, mostrando a importância da tecnologia no enfrentamento da crise climática. Um seminário internacional sobre IA e mudanças climáticas reunirá especialistas para discutir o desenvolvimento de soluções inovadoras e o papel dos países em desenvolvimento.
E a ONU – Organização das Nações Unidas, em parceria com o governo brasileiro, está promovendo ações para integrar a IA nas estratégias de combate às mudanças climáticas. Ou seja, a inteligência artificial tem um potencial significativo para ajudar a combater as mudanças climáticas, mas seu uso deve ser feito de forma responsável e sustentável, considerando seus impactos ambientais e sociais.
Conforme publicado no site 6barra8: “Embora a IA seja poderosa no combate às mudanças climáticas, desafios éticos, como privacidade de dados e impacto ambiental do próprio treinamento dos algoritmos, exigem atenção rigorosa. É fundamental garantir que o avanço tecnológico seja uma aliança sustentável e não contribua para novos problemas ambientais”.
Desta forma, a inteligência artificial é uma aliada, mas não é a solução única para salvar o planeta. Ela amplia nossa capacidade de entender, prever e agir diante dos desafios climáticos, mas depende do uso ético, consciente e colaborativo entre governos, cientistas, empresas e sociedade civil.
Eduardo Cairo Chiletto