
Como já publicado por mim, no documentário da Netflix: A Vida no Nosso Planeta – nosso planeta sofreu 05 (cinco) grandes extinções em massa e que foram responsáveis pelo aniquilamento de inúmeras espécies. Infelizmente hoje somos os responsáveis pelas mudanças climáticas em nosso planeta, o que poderá levar a uma sexta extinção em massa.
As mudanças climáticas têm um impacto profundo no ecossistema em especial sobre os animais em todo o planeta. Elas afetam diretamente seus habitats, padrões migratórios, disponibilidade de alimento, reprodução e até mesmo a sua sobrevivência. Alterações na temperatura, padrões de chuva e eventos climáticos extremos estão forçando muitas espécies a se adaptarem, migrarem ou enfrentarem o risco de extinção.
Os animais têm uma importância fundamental no contexto das mudanças climáticas, tanto como vítimas dos efeitos ambientais quanto como agentes ecológicos essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. O que, por sua vez, influencia diretamente o clima global, pois são fundamentais para o sequestro e o armazenamento de carbono. Conforme exemplo abaixo:
- Baleias fertilizam os oceanos com seus dejetos, promovendo o crescimento do fitoplâncton, que absorve CO₂, que é o principal gás de efeito estufa e sua concentração aumentou significativamente devido à queima de combustíveis fósseis, desmatamento e outras atividades industriais.
- Elefantes, ao abrir trilhas nas florestas e dispersar sementes, ajudam a regenerar vegetação que captura carbono.
- Animais do solo (como minhocas e besouros) melhoram a qualidade do solo, favorecendo a absorção de carbono pelas plantas.
Vale ressaltar que o aquecimento global está transformando habitats naturais:
1 – Florestas e savanas: Incêndios florestais mais frequentes e mudanças na vegetação afetam animais como onças, aves e insetos.
2 – Regiões polares: O derretimento do gelo afeta ursos-polares, morsas e focas, que dependem do gelo marinho para sobreviver.
3 – Recifes de corais: O branqueamento dos corais devido ao aquecimento dos oceanos ameaça ecossistemas marinhos inteiros.
Anfíbios, corais e fitoplâncton são particularmente sensíveis às mudanças climáticas, e muitas espécies estão desaparecendo devido à acidificação dos oceanos e ao aumento da temperatura da água. Se as emissões de gases de efeito estufa continuarem no ritmo atual, algumas populações de ursos polares podem ser extintas até o final do século. Desta forma, reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proteger o Ártico são medidas cruciais para garantir a sobrevivência dos ursos polares e de outros animais que dependem desse ecossistema vulnerável.
Vale ressaltar que ao longo de milhões de anos, animais lutam para se alimentar e procurar abrigo. O planeta atualmente está mudando, e os animais são forçados a se adaptarem para sobreviver na Terra. Entretanto, mudanças na temperatura e precipitação estão transformando os habitats naturais de muitas espécies, forçando-as a se deslocar para novas áreas ou a enfrentar condições inadequadas em seus locais de origem. O que pode levar a perda de habitats e a extinção de espécies mais vulneráveis que não conseguem se adaptar ou encontrar novos locais para sobreviver.
Segundo a World Animal Foundation a ação humana e as mudanças climáticas são os principais impulsionadores da extinção de espécies, com 99% das espécies ameaçadas relacionadas a atividades humanas, incluindo perda de habitat, poluição, caça e tráfico. Estima-se que 1 milhão de espécies enfrentam risco de extinção devido a essas ameaças, com as mudanças climáticas desempenhando um papel cada vez maior.
Importante dizer que o relatório da ONU – Organização das Nações Unidas mostra que 1 milhão de espécies de animais e plantas enfrentam risco de extinção. Ou seja, uma em cada quatro espécies está em risco de extinção. Isso significa que em torno de 1 milhão de espécies “já enfrentam risco de extinção, muitas delas em décadas, a não ser que ações sejam tomadas para reduzir a intensidade de impulsionadores de perdas à biodiversidade”.
Ainda segundo o relatório da ONU: “A poluição marinha por plásticos, em particular, aumentou dez vezes desde 1980, afetando ao menos 267 espécies”, disse o documento. Isso inclui 86% das tartarugas marinhas, 44% das aves marinhas e 43% dos mamíferos marinhos. Com impactos significativos nos ecossistemas marinhos e na saúde do planeta. Desta forma, a poluição marinha por plásticos e as mudanças climáticas são desafios complexos que exigem ações coordenadas em nível global, envolvendo governos, empresas e a sociedade civil.
O quadro abaixo é um resumo do porquê os animais importam nas mudanças climáticas:

Vale ressaltar que a Justiça Climática e conservação comunitária. Ou seja, os Povos Indígenas e comunidades tradicionais desempenham papel essencial na proteção de habitats e espécies. A conservação baseada na comunidade pode ser uma estratégia eficaz e justa para proteger animais e mitigar mudanças climáticas.
É crucial entender e mitigar os efeitos das mudanças climáticas nos animais para proteger a biodiversidade e garantir a saúde dos ecossistemas. Importante ressaltar que o cuidado com os animais não diminui nossa responsabilidade e ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todo o mundo, possam desfrutar de paz e de prosperidade.
Ou seja, precisamos votar em candidatos e cobrar dos políticos: 1. Conservação de habitats naturais; 2. Criação de corredores ecológicos para facilitar a migração dos animais; 3. Redução de emissões de gases do efeito estufa e; 4. Educação ambiental e políticas públicas sustentáveis.
E volto mais uma vez a dizer: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer“. Temos a história em nossas mãos! Sim, os animais têm uma importância fundamental no contexto das mudanças climáticas, tanto como vítimas dos efeitos ambientais quanto como agentes ecológicos essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Ou seja: proteger os animais é proteger a nós mesmos. Eles são sentinelas do planeta — quando sofrem, é sinal de que algo está errado com o mundo que compartilhamos. Que possamos agir com urgência, empatia e sabedoria. O que, por sua vez, influencia diretamente o clima global e nossa sobrevivência.
Repito: Nossa sobrevivência!!!
Eduardo Cairo Chiletto